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Tipo difuso de iluminação por LED intriga projetistas

As lâmpadas de LED, com seu consumo minúsculo de energia e durabilidade de 20 anos, conquistaram a imaginação dos consumidores. Mas uma tecnologia ainda mais nova está intrigando os projetistas de iluminação do planeta: os OLEDs, ou diodos orgânicos emissores de luz, que criam iluminação duradoura e eficiente em ampla variedade de cores, assim como os seus primos na família dos LEDs, que são inorgânicos.

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Mas ao contrário dos LEDs, que oferecem pontos de luz como os das lâmpadas incandescentes comuns, os OLEDs criam luz difusa e uniforme em superfícies de material ultrafino, que um dia se tornarão flexíveis.

Ingo Maurer, um projetista de iluminação, utilizou 10 paineis de OLEDs em uma luminária de mesa em forma de árvore. Ela é a primeira de seu tipo, e está à venda por US$ 10 mil. Mas Maurer já imaginou outros usos. "Pode-se criar uma parede divisória com paineis OLED; seria altamente decorativa e poderia ser combinada a fontes pontuais de luz", disse.

Outros projetistas já imaginaram usar OLEDs em paineis de teto ou em venezianas, de modo a gerar uma impressão de sol em uma sala mesmo depois do escurecer.

Hoje, telas de OLEDs estão em uso em alguns celulares, como o Samsung Impression, e em pequenos e caros televisores ultrafinos da Sony e, em breve, da LG. (O único televisor OLED da Sony, com tela de 11 polegadas, custa US$ 2,5 mil.) As telas OLED geram imagens de alta resolução e oferecem ângulos de visão mais largos que o do LCD.

Em 2008, sete milhões do bilhão de celulares vendido no planeta usavam telas OLED, estima Jennifer Colegrove, analista da DisplaySearch. Ela prevê que, no ano que vem, o número aumentará em mais de 700%, para 50 milhões de aparelhos.

Mas a iluminação em OLED pode representar o mais promissor dos mercados. Em prazo de um ano, fabricantes esperam vender as primeiras placas OLED que no futuro serão usadas para iluminar espaços comerciais e residenciais. Elas um dia atingirão eficiência energética e durabilidade semelhante à dos LEDs convencionais, afirmam.

Por conta da luz difusa e regular que os OLEDs emitem, devem suplementar e não substituir outras tecnologias eficientes do ponto energético, como LEDs, lâmpadas fluorescentes compactas ou lâmpadas incandescentes avançadas que criam luz a partir de um único e pequeno ponto.

O uso da tecnologia pode ser inicialmente limitado, de acordo com os projetistas, e não apenas em função dos altos preços. "A iluminação OLED é regular e monótona", diz Maurer, que tem estúdios de iluminação em Munique e Nova York". "Não é dramática, e desconsidera o lado espiritual".

"A iluminação OLED é quase irreal", diz Hannes Koch, fundador da rAndom International, uma empresa de design de produtos. "Ela mudará a qualidade da luz em espaços públicos e privados".

A empresa de Koch recentemente foi contratada pela Philips a fim de criar o protótipo de uma parede de luz OLED com seções que se acendam em resposta a movimento.

Porque os paineis de OLED podem ser tão flexíveis, as empresas de iluminação imaginam folhas de iluminação que poderão ser enroladas em torno de colunas. (A General Electric criou uma árvore de Natal envolta em paineis OLED, como experiência.) O OLED também pode ser incorporado a janelas de vidro; quase transparente com a luz apagada, o vidro se tornaria opaco com ela acesa.

Porque os paineis OLED tem espessura de apenas 1,8 mm e não geram calor quando acesos, os arquitetos do futuro não precisarão deixar espaço nos tetos para equipamentos de iluminação de grande porte, da mesma forma que os proprietários de imóveis já não precisam de grandes bancadas para seus televisores agora que surgiram os modelos de tela plana.

A nova tecnologia está sendo desenvolvida por grandes empresas de iluminação, tais como GE, Konica Minolta, Osram Sylvania, Philips e Universal Display. "Estamos investindo recursos financeiros significativos no desenvolvimento dos OLEDs", diz Dieter Bertram, gerente geral do grupo de OLEDs da Philips.

A empresa recentemente ampliou seu investimento nessa área ao criar a primeira linha de produção para iluminação OLED, em Aachen, Alemanha. A Universal Display, uma empresa criada 15 anos atrás para desenvolver e licenciar tecnologias OLED, recebeu US$ 10 milhões em verbas de pesquisa de governos para o desenvolvimento de OLEDs, nos últimos cinco anos, disse Joe Chaddock, gerente técnico de projeto de iluminação solid state no Departamento da Energia.

À medida que a produção se amplia e o preço dos paineis OLED de iluminação inevitavelmente cai, é provável que o sistema venha a encontrar uso cada vez mais amplo, em automóveis, residências e empresas, acreditam seus proponentes.

"Quero reduzir a US$ 6 o preço de um aparelho OLED que ofereça iluminação equivalente à de uma lâmpada de 60 watts", diz Anil Dugal, que comanda a equipe de desenvolvimento de OLEDs na GE. "Quando esse momento chegar, seremos competitivos".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

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Eletricidade sem fios pode ser realidade em breve

Aparelhos eletrônicos como telefones celulares e laptops podem começar a se libertar de seus carregadores com fio já a partir do próximo ano, segundo afirma um executivo da WiTricity, empresa que promete lançar no mercado em breve uma nova tecnologia de eletricidade sem fio.

Eric Giler, executivo da WiTricity, explicou, em declarações para a rede CNN, que o sistema de eletricidade sem fio ainda precisa ser aperfeiçoado, mas deve estar disponível comercialmente muito em breve, talvez já no ano que vem.

"Daqui a cinco anos, isto vai parecer completamente normal", afirmou Giler, em referência ao fato de que este sistema poderá substituir carregadores com fios elétricos e pilhas descartáveis.

O sistema da Witricity, empresa ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, converte a eletricidade em um campo magnético que navega pelo ar em uma determinada frequência.

Giler também afirmou que o sistema poderá tornar atrativos os carros elétricos, que "são maravilhosos, mas ninguém quer realmente ligá-los na corrente elétrica".

Idéias sobre eletricidade sem fio vêm sendo desenvolvidas há mais de um século. Em 1890, Nikola Tesla já tentou criar sistemas de envio de eletricidade sem fio. Mas, até hoje, nenhum foi considerado seguro e barato o suficiente para ser produzido em nível comercial.

Existem algumas tecnologias do tipo à venda, mas todas com alguma limitação.

A tecnologia do grupo de pesquisas de Giler é chamada "ressonância magneticamente acoplada" e consiste, basicamente, em enviar para o ar um campo magnético com uma frequencia específica que pode ser captada por um telefone ou aparelho de televisão autorizado, que poderá transformá-lo em eletricidade.

Giler também defende que o preço dos aparelhos não deve aumentar muito devido à tecnologia de eletricidade sem fio. Para ele, a maior barreira para a adoção desta tecnologia é o fato que as pessoas não estão familiarizadas com a ideia.

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Já perdeu um celular? Dicas para manter sua agenda telefônica a salvo

Professora de educação física perdeu ou teve furtados 7 aparelhos.
Entre abril e junho foram registrados 2.276 roubos só no estado do Rio

É cada vez mais comum que o celular seja a agenda de telefones do século 21. Por isso, cada vez que alguém perde ou tem seu aparelho roubado, é dor-de-cabeça na certa – pelo menos para quem não tem esses dados guardados em outro lugar.

Entre abril e junho foram registrados 2.276 casos de roubo de aparelho celular apenas no estado do Rio de Janeiro, contra 2.007 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 13,4% nesse tipo de crime, de acordo com os mais recentes índices criminais, divulgados nesta segunda-feira (30), pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

O representante comercial Henrique Novaes, de 35 anos, não entrou nas estatísticas. Mas perdeu seu celular, ao esquecê-lo em um táxi. E com o aparelho se foram todos os seus contatos pessoais e profissionais. “Foi bastante complicado recuperar tudo. A sorte é que guardava os cartões, então consegui repor 90%”, disse Novaes.

“Depois desse episódio, percebi que era necessário ter cópias de segurança dessas informações. Já fazia backups dos meus e-mails, agora faço dos telefones”, contou ao G1 o representante comercial, que usa o software presente no seu aparelho atual, um smartphone E61, da Nokia, para fazer o backup de todos os dados. “Além da agenda, ele também salva as fotos e sons do aparelho. É uma mão na roda”, completou.

Mas tem gente que não se preocupa muito com isso, como a professora de Educação Física Deny Barbosa, 23. Em um período de um ano e meio, ela perdeu ou teve furtados nada menos do que sete aparelhos. Mesmo assim não mudou muitos seus hábitos em relação aos contatos.

“Sempre que perco o celular, eu perco todos os dados. Não costumo salvá-los. Ainda não aprendi a lição”, admitiu Deny. “Minha operadora tem o serviço de salvar agenda, mas tentei usá-lo por umas três vezes antes de perder o aparelho ano passado e não consegui, porque o site dava erro. O que me aconteceu? Perdi o celular novamente... junto com todas as informações”, reclamou.

“Na verdade, o que mais tenho dó em perder é agenda. Fotos e vídeos uma vez ou outra eu passo o conteúdo para o computador ou deleto depois de uns meses”, disse a professora de Educação Física, que acredita que o bom é “ter tudo anotado na boa e velha agenda com caneta”.

Em São Paulo, assim como em outros estados, quem teve o celular roubado pode fazer o Boletim de Ocorrência (B.O.) pela internet, na Delegacia Eletrônica, desde que não tenha havido violência. Mas, se houve agressão ou ameaça – com ou sem uso de arma –, a vítima deverá procurar a delegacia mais próxima para registrar o crime.

Bloqueio

O registro na delegacia é importante para impedir que o aparelho seja utilizado por terceiros em caso de perda ou roubo. Para solicitar à operadora o bloqueio do celular, o usuário deverá ter em mãos o código IMEI do equipamento – com o qual será possível sua inclusão no inclusão no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI).

“Essa medida só será implementada mediante apresentação do boletim de ocorrência e evitará que o aparelho funcione, caso se tente reabilitá-lo com outra linha. A operadora recomenda que o cliente guarde a Nota Fiscal de compra e a caixa do aparelho, onde consta o número do IMEI do aparelho”, informou a Claro, por meio de sua assessoria de imprensa.

O código IMEI (sigla de International Mobile Equipment Identity, ou Identificação Internacional de Equipamento Móvel) é como um de número de série, único, que identifica cada aparelho GSM ou WCDMA. Geralmente, esse código fica localizado atrás da bateria.

Outra forma de encontrar esse código é digitando *#06# no celular. Em seguida, aparecerá na tela um código de 15 algarismos – o IMEI do aparelho –, que deverá ser anotado e guardado para caso haja necessidade de um dia ser utilizado.

Assim, basta ligar para a operadora e informar este código, para que o telefone perdido ou roubado seja completamente bloqueado, mesmo que tentem trocar o chip.
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Prepare-se para ter um cinema 3D em casa

  • Tecnologia Perfect Pixel permite imagens mais claras e nítidas. Cada pixel é tratado separadamente para ter brilho e cor próximos do real, o que também ajuda a melhorar o contraste


Com a crise econômica, os consumidores passaram a querer em casa o que tinham fora dela (e gastavam muito dinheiro com isso). Seguindo este conceito e a popularização de cinemas 3D, não é de se admirar que uma TV com proporção de cinema e imagens em três dimensões seja apresentada na maior feira de eletrônicos de consumo —A IFA (Internationale Funkausstellung) que começa nesta sexta (4) e vai até dia 9, em Berlim, Alemanha.
Tecnologia Perfect Pixel permite imagens mais claras e nítidas. Cada pixel é tratado separadamente para ter brilho e cor próximos do real, o que também ajuda a melhorar o contraste
Ainda um protótipo, a TV Cinema 21:9 3D é uma das atrações da Philips na feira. Além de contar com o formato que segue a proporção dos filmes, ela é capaz de exibir imagens em 3D. É necessário usar óculos especiais, como na maioria dos cinemas com a tecnologia.
O aparelho é um avanço em um dos principais modelos lançados pela marca em 2009, a Cinema 21:9. Já "à venda na Europa por 3.999 euros e com previsão de chegada no Brasil em 2010, a TV de 56" full HD elimina as barras pretas comuns em filmes vistos no formato 16:9 e garante 30% a mais de imagem.
Conta ainda com as novas tecnologias da Philips chamadas Ambilight e Perfect Pixel HD Engine. Na primeira, uma luz é projetada da parte traseira do aparelho pela parede e se ajusta automaticamente às cores e brilho do que está passando na tela.
A ideia é aumentar a sensação de imersão na cena. A técnica do Perfect Pixel permite imagens mais claras e nítidas. Cada pixel é tratado separadamente para ter brilho e cor próximos do real, o que também ajuda a melhorar o contraste.
Mais duas inovações melhoram a qualidade de imagem, o principal quesito exigido pelos consumidores, segundo Danny Tack, diretor de marketing técnico da Philips. O Perfect Natural Motion corrige saltos e borrões em imagens em movimento e o 200Hz Clear LCD proporciona maior nitidez em imagens dinâmicas ao ter tempo de resposta de 1 milisegundo. O televisor pode ainda vir com o sistema NET TV, com acesso à internet por Wi-Fi ou cabo.
O modelo ganhou o premio de inovação em home theater em 2008/2009 da European Imaging & Sound Association (EISA). Carousel, seu comercial, venceu o prêmio do Festival de Publicidade de Cannes. E, devido a seu sucesso, o rapper 50 Cent usou o personagem principal da propaganda em seu novo clipe "OK You Are Right".
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YouTube negocia com Hollywood para exibir filmes pagos

O YouTube, o maior site de vídeos da web, está negociando um acordo com estúdios de Hollywood que permitiria que visitantes assistissem a filmes completos, de acordo com duas pessoas informadas sobre as negociações.

Caso um acordo seja fechado, representaria uma grande mudança para o YouTube, que construiu grande audiência ao oferecer uma coleção eclética de videoclipes gratuitos, e que obtém a maior parte de sua receita da publicidade. Também colocaria o YouTube, controlado pelo Google, em concorrência direta com serviços oferecidos pela Netflix, Amazon e Apple, os quais permitem que os usuários comprem ou aluguem filmes online.

O YouTube, que já oferece alguns filmes mais antigos gratuitamente em seu site, está negociando com Lionsgate Entertainment, Sony e Warner Brothers sobre a possibilidade de oferecer produções mais novas, disse uma pessoa informada sobre as negociações, que vinham sendo conduzidas em caráter confidencial.

O YouTube, que há muito vinha procurando adicionar mais vídeos produzidos profissionalmente, afirmou em comunicado que "embora não comentemos sobre boatos e especulações, esperamos expandir tanto o nosso ótimo relacionamento com os estúdios de cinema quanto a seleção e tipos de vídeo que oferecemos à nossa comunidade".

Scott Rowe, porta-voz da Warner Brothers, e Jim Kennedy, porta-voz da Sony Pictures, se recusaram a comentar. Peter Wilkes, porta-voz da Lionsgate, também não comentou de forma específica, mas declarou que sua empresa estava "sempre explorando alternativas" que pudessem ajudá-la a faturar mais com os seus filmes.

A Lionsgate, disse Wilkes, desfruta de considerável sucesso em sua oferta de filmes e programas de televisão por intermédio da Apple. De acordo com ele, a série Mad Men, do estúdio, já conseguiu dois milhões de downloads na loja online iTunes, da Apple.

As negociações entre o YouTube e os estúdios foram reportadas inicialmente no site do Wall Street Journal.

Os estúdios de cinema vinham pressionando o YouTube a considerar cobrança por determinados tipos de conteúdo, disse uma pessoa informada sobre as discussões. O YouTube parece disposto a ceder caso os estúdios concordem em lhe oferecer acesso a número suficiente de seus filmes mais novos, em data próxima ao lançamento destes em DVD, disse a fonte.

Um executivo de estúdio ¿ que está informado sobre as negociações mas não quis que seu nome fosse divulgado para minimizar a perturbação nas discussões - afirmou que as questões que ainda resta resolver envolvem preço e o prazo para lançamento de filmes no YouTube. Ainda que as vendas de DVDs tenham caído, os estúdios continuam a proteger o período em que filmes estão disponíveis em DVD mas não em outros formatos.

Os analistas dizem que, sem conhecer os termos do acordo, seria impossível avaliar seu impacto financeiro sobre o YouTube, mas afirmam que, em termos gerais, acordos com grandes provedores de conteúdo seriam positivos para o YouTube, com o tempo.

"Wall Street trabalha com a suposição de que o YouTube continuará deficitário", disse Ross Sandler, analista da RBC Capital Markets. Ele afirma que com acordos como esse "o potencial positivo do YouTube em longo prazo aumenta".

O YouTube domina de forma esmagadora o mundo dos vídeos online. Em julho, usuários norte-americanos assistiram a quase nove bilhões de clipes no site, cerca de 10 vezes mais clipes do que assistiram nos sites operados pela concorrente mais próxima, a Viacom, de acordo com a comScore.

Mas boa parte da audiência do YouTube visita o site para assistir a uma mistura aleatória de vídeos produzidos por amadores, que os anunciantes não veem com bons olhos. Por isso, o YouTube há muito está envolvido em uma busca pela obtenção de maior número de vídeos produzidos profissionalmente que pode usar para gerar receitas e compensar o enorme custo de veicular bilhões de vídeos gratuitos.

O YouTube tem se provado disposto a mudar para atender às necessidades dos produtores profissionais de conteúdo. Em abril, por exemplo, anunciou um acordo com a Universal Music para criar o Vevo, um site separado para vídeos musicais. A Sony Music aderiu posteriormente a essa parceria, cujo site ainda não estreou.

O Vevo é visto como tentativa de imitar o sucesso do Hulu, site criado pela NBC, Fox e Disney para oferecer programas gratuitos de TV e filmes aos usuários. Embora a audiência do Hulu seja muito inferior à do YouTube, o site vem conseguindo atrair grandes anunciantes.

Parte dos esforços do YouTube podem estar começando a propiciar resultados. Nos últimos meses, executivos do Google afirmaram que graças a diversos novos esforços publicitários associados a vídeos profissionais, o YouTube estava mais perto de sair do vermelho, ainda que se recusassem a estimar quando o fará.

O Google cobrava por locação e download de vídeos no passado, com o Google Video. Mas menos de um ano depois de adquirir o YouTube, em outubro de 2006, suspendeu os serviços de vídeo pago.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

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Windows 7 Enterprise já está disponível para venda

Corporações já podem comprar o novo sistema operacional da Microsoft na modalidade de licenciamento por volume.


A norte-americana Microsoft anunciou a oferta do Windows 7 Enterprise para as empresas na modalidade de licenciamento por volume. Esse modelo é válido para empresas que dispensam os serviços de implementação, treinamento de equipe e suporte avançado de produtos.

O Windows 7 Enterprise foi desenvolvido para trabalhar com o Windows Server 2008. Apesar de a oferta ainda estar sem cobertura ampla de suporte, comunicado da empresa afirma que oferecerá ferramentas básicas de suporte para apoiar as organizações no que dis rspeito a compatibilidade e processo de implementação e migração.

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Gadget do dia: Nokia X6

Taí, uma novidade curiosa do Nokia World: X6, um monstrinho com tela touchscreen de 3,2″ com 32 GB de armazenamento interno (!).

É um aparelho 3G que virá com o serviço de downloads Comes With Music. As demais especificações incluem tela de 3,2″, Wi-Fi, Bluetooth, conector 3,5 mm para fones, câmera de 5 megapixels, A-GPS, games (Asphalt4, Spore e DJ Mix Tour) e, bem, é um 5800 com esteróides, certo?

Como o N97 mini, o X6 vai ser lançado lá fora até o fim do ano pelo preço sugerido de 450 euros.
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Engenheiro é arma secreta da Microsoft para buscas na web

Qi Lu sabe muito bem o quanto é difícil enfrentar o Google. Por quase uma década, ele desempenhou papel chave na construção das tecnologias de busca e publicidade do Yahoo, um esforço no qual a empresa investiu bilhões de dólares - adquirindo empresas e contratando exércitos de engenheiros para desenvolver seus sistemas de busca. Ainda assim, o Yahoo foi perdendo cada vez mais terreno, e muitos analistas consideram que a empresa simplesmente não tem cacife para enfrentar o Google.

Lu, 47, deixou o Yahoo 14 meses atrás e agora se vê uma vez mais no comando da batalha contra o Google. Dessa vez, ele conta com o apoio de um patrono que promete investir ainda mais que o Yahoo para completar a missão: a Microsoft. "Trata-se de uma missão inacabada que eu gostaria de concluir", disse.

O desafio continua enorme, para Lu e sua equipe, e o sucesso parece improvável. Mas desde que Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft, o contratou como presidente da divisão de serviços online do grupo, em dezembro passado, Lu, um discreto engenheiro que é um dos mais reservados e atípicos executivos entre os caciques do setor da tecnologia, conquistou a confiança de seus comandados na Microsoft e ajudou a renovar o otimismo de uma equipe repetidas vezes derrotada.

Enérgico e incansável, Lu vem pressionando sua equipe ao máximo, para oferecer uma importante vitória à Microsoft. Em reuniões realizadas diariamente às 21h30min, ao longo de diversas semanas, ele orientava seus subordinados quanto ao desenvolvimento de formas criativas para estruturar uma parceria complexa e abrangente entre Yahoo e Microsoft. O acordo, assinado em julho, oferecerá à Microsoft algo que ela desejava há anos: uma audiência muito mais para transformar seu serviço de buscas Bing em maior concorrente do Google.

Mas Lu e sua equipe terão muito que correr. Mesmo com o tráfego de buscas do Yahoo, a participação de mercado do Bing nas buscas será inferior à metade da fatia do Google. Reduzir essa imensa disparidade será difícil, em parte porque a maioria dos usuários estão satisfeitos com o Google, que melhora constantemente o seu serviço de buscas.

Em uma longa entrevista na sede da Microsoft, uma semana atrás, Lu disse que não estava subestimando o desafio. Mas com o tempo, afirmou, a Microsoft teria a chance de oferecer um serviço diferente, e convincente a ponto de concorrer de maneira efetiva.

Para a Microsoft, o sucesso nas buscas é vital para a saúde da empresa em longo prazo. Para a Lu, é uma missão que ele se sentia obrigado a assumir. "Acredito que eu esteja cumprindo um dever", disse Lu, que se veste mais como engenheiro do que como executivo de primeiro escalão.

E é com lógica de engenheiro que ele expõe seus motivos para voltar ao ringue. As buscas determinam o destino dos usuários online, e a publicidade vinculada a buscas é a maior força econômica da internet. O negócio é importante demais para que fique sob o controle de uma única empresa, diz.

Depois de uma infância pobre na China, afirma, ele se sente obrigado a não desperdiçar a rara oportunidade que lhe foi dada. Criado pelos avós em uma aldeia rural sem eletricidade ou água corrente, a inteligência de Lu lhe valeu bolsa para a Universidade Fudan, em Xangai. Depois de conquistar um mestrado em ciência da computação, ele assistiu a uma palestra de Edmund Clarke, professor de engenharia elétrica e da computação na Universidade Carnegie Mellon.

Impressionado pelas perguntas e pesquisa de Lu, Clarke o convidou a se candidatar a um doutorado. Lu, cujo salário mensal como assistente de ensino era de US$ 10, não tinha nem mesmo como pagar a taxa de inscrição, e por isso Clarke conseguiu uma dispensa da taxa, e o candidato foi admitido ao programa de doutorado.

Lu afirma que as dificuldades que enfrentou em criança na verdade foram uma vantagem. "É uma experiência difícil, mas você aprende muito", diz. Depois do doutorado, conquistado em 1996, ele foi contratado por um dos prestigiosos laboratórios de computação da IBM, e em 1998 se transferiu para o Yahoo. Anos mais tarde, quando a surgiu a batalha nas buscas entre Google e Yahoo, ele se tornou diretor de buscas e publicidade vinculada a buscas no Yahoo.

Todos os relatos afirmam que ele se dedicou incansavelmente ao trabalho. Contratado como engenheiro, ele galgou a hierarquia não por ambição pessoal, mas em função de sua imensa capacidade intelectual e disposição de encarar desafios cada vez maiores. No final de seu período na empresa, ele estava no comando de uma equipe de três mil engenheiros. "Ele sempre evitou a autopromoção, mas era visto como astro em ascensão no Yahoo", diz Tim Cadogan, presidente-executivo da Open X, uma empresa de tecnologia publicitária, e colaborador estreito de Lu no Yahoo.

Os colegas dele no Yahoo e Microsoft dizem que sua inteligência só é equiparada por sua disciplina de trabalho. Lu dorme três a quatro horas por noite. Em dias de semana, acorda às 4h, responde aos e-mails, corre seis quilômetros em uma esteira rolante, lê os jornais e assiste aos noticiários. Chega ao escritório entre as 5h e as 6h, porque isso permite que prepare seu dia sem interrupções. Ele costuma enviar e-mails ao seu pessoal até a meia-noite ou ainda mais tarde. (Lu é casado e tem duas filhas, e reserva boa parte do final de semana à família.)

A disciplina dele também se traduz em lealdade. No seu último dia no Yahoo, por exemplo, surgiu um problema com um banco de dados, e Lu trabalhou com a sua equipe para resolvê-lo até a meia-noite, quando seu acesso de e-mail e rede foram automaticamente cortados. Além disso, ele se recusou a conversar com Ballmer, que estava interessado em conhecê-lo, até bem depois da data marcada para sua saída do Yahoo, porque acreditava que qualquer outra atitude seria incorreta.

Lu estava estudando propostas no setor de capital para empreendimentos e chegou a pensar em retornar à China. Mas mudou seus planos quando Ballmer viajou ao Vale do Silício para conversar com ele, acompanhado por dois engenheiros do departamento de buscas da Microsoft. O objetivo era uma discussão informal do setor de buscas. Ballmer se convenceu imediatamente de que Lu seria o homem certo.

"Ele saiu da sala e eu imediatamente disse aos meus colegas que achava que devíamos tentar contratá-lo para a Microsoft", disse Ballmer em entrevista. Ele ligou para o celular de Lu imediatamente. "Ele voltou à sala, e começamos um diálogo sobre sua contratação, um processo que terminou por dar resultado". Lu sabe que demorará muito para que sua nova missão dê resultado. "Temos muito, muito e muito trabalho a fazer", diz.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times